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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Mocotó (São Paulo - SP) - 23/10/2025

 

    Perdizes. Vila Madalena. Jardins. Itaim Bibi. São Paulo é cheia de bairros famosos por sua vocação turística. A Vila Medeiros, na Zona Norte, nunca esteve entre eles. É um bairro marcadamente residencial, afastado das principais atrações da cidade. Mas um restaurante colocou a região entre os destinos imperdíveis para quem gosta de comer bem: o Mocotó, do chef Rodrigo Oliveira. Hoje já existe uma nova unidade, na Vila Leopoldina, mas queríamos ir lá onde tudo começou, em 1973, como uma casa do norte comandada pelo pai de Rodrigo, o Sr. José de Almeida. 

Na quebrada!

    Estávamos sem carro em São Paulo, mas o acesso não é tão difícil quanto possa parecer. Basta pegar a Linha Azul do metrô sentido Tucuruvi, e descer na estação final. Dali, um carro de aplicativo não deve custar mais de R$ 15 para levar até o Mocotó, em menos de dez minutos. Antigamente a casa não trabalhava com reserva, mas hoje é possível reservar, o que torna a experiência mais tranquila. Chegamos um pouco antes de o restaurante abrir, e a casa é preparada para isso: há diversos banquinhos do lado de fora, com toldos para proteger do sol - ou da chuva. Ao meio-dia em ponto as janelas e portas se abrem, e a enorme equipe recebe a todos, sempre com um sorriso no rosto. O restaurante é amplo, com alguns salões bem espaçosos e claros. Fomos acomodados em um corredor longo, com janelas de vidro, muitas samambaias do lado de fora, e bem próximo à cozinha, de onde saíam os pratos.

Chris ainda no banquinho da espera, mas com as janelas já abertas

É com "z", mas tudo bem, perdoado está

O corredor é longo, mas não tanto, tem espelho no fundo

    Tudo no Mocotó parece pensado para homenagear as tradições, sem que isso signifique um restaurante atrasado no tempo. Vejamos, por exemplo, o cardápio físico. É daqueles plastificados, bem típicos de lugares simples. Mas tem alguns desenhos, é bem diagramado, bem explicativo, e resolve tudo em apenas uma página, frente e verso, um lado para as comidas, um lado para as bebidas (existe um outro cardápio só para as sobremesas e digestivos, mas falaremos dele depois). Existem opções de petiscos (como torresmo e queijo de coalho com melado, preços por volta de R$ 30), porções (dadinhos de tapioca, moela, etc, indo de R$ 32,90 a R$ 49,90) e escondidinhos (R$69,90), para uma pegada mais de boteco. Depois o menu está dividido entre Tradicionais (baião-de-dois, sarapatel, caldo de mocotó, etc) e Especialidades (carne de sol na brasa, dobradinha, joelho de porco, etc). Para os Tradicionais, é possível escolher entre quatro opções de tamanho (mini, pequeno, médio e grande), o que facilita bastante caso haja o desejo de experimentar vários pratos. As versões minis tem preços que começam em R$ 24,90. Já nas Especialidades não há opções de tamanho, são pratos a partir de R$ 99,90 que são capazes de servir duas pessoas. 
 
    Sabe aqueles dadinhos de tapioca, que hoje são onipresentes em qualquer cardápio de boteco? Eles são uma invenção de Rodrigo Oliveira, o chef do Mocotó. Claro que não poderíamos ir embora sem experimentar o original, por isso começamos nossa farra com uma porção de seis unidades de dadinho de tapioca (R$ 26,90). É crocante por fora, é cremoso por dentro, é saboroso, é delicioso. Embora o chef Rodrigo não seja nada mesquinho com sua receita, que hoje todo mundo tem, acho que nunca comemos dadinhos tão bons. Claro que vieram acompanhados do clássico molhinho de pimenta agridoce, que alavanca ainda mais o sabor do petisco. 
 
Dadinhos não são dados, tivemos que comprar (pfff...)

    Digamos que os dadinhos foram um aperitivo. Resolvemos pedir dois pratos da seção de Tradicionais, na versão mini, para servirem como nossas entradas. Chris escolheu a mini-favada (R$ 32,90, fava amarela cozida lentamente com linguiça, bacon e carne-seca). Na verdade ela iria escolher o mini-feijão-de-corda, mas na hora de pedir eu me confundi, e acabei pedindo a favada pro garçom. Ela nem me xingou tanto, porque a favada estava muito saborosa, intensa, mas sem agredir, equilibrada. Vários ingredientes com personalidade, mas deu para sentir cada um deles.
 
Ainda bem que era boa, senão renderia xingos

    Eu, estando no Mocotó, não resisti a pedir o mini-caldo-de-mocotó (R$ 24,90) que, segundo o cardápio, é uma "receita exclusiva preparada da mesma maneira há mais de 50 anos". Dá para entender porque não mudaram a receita: é uma delícia de caldinho, e sem economizar nos pedaços de tutano, que vez ou outra aparecem na colherada. Queria fugir do clichê, mas não tem jeito: é comida que aquece a alma. A sensação é mesmo de que estamos experimentando algo de família, uma receita que vem de pai pra filho.
 
Cinquenta anos encapsulados em uma cumbuca

    Como pode ser visto acima, os dois caldos vieram servidos na cumbuca. É bowl não...é cumbuca! O Mocotó tem uma cerveja própria, fabricada pela Bamberg, de Votorantim (SP). Uma parceria certeira, porque com a Bamberg não tem erro. É do estilo Helles, bem leve, combina muito bem com as comidas de boteco. Falando mais um pouquinho sobre as bebidas, há uma quantidade razoável de cervejas, nada muito fora da curva, mas tem ali as lagers mais conhecidas, além dessa helles, uma com mel e limão, uma witbier e uma IPA. Seria bem interessante acrescentar ao menos uma cerveja ácida, talvez uma catharina sour, o estilo genuinamente brasileiro. Há também caipirinhas diversas (pedi uma com caju, limão-cravo e mel), alguns poucos vinhos e coquetéis (inclusive não-alcoolicos). Além disso, há refrigerantes (até cajuína, que é bem difícil de encontrar no sudeste), sucos e chás. 

Não é uma reles helles

E esse pingaiada não parou por aí, vai ter mais

    Obs: para as nossas notas de entrada fizemos uma média entre os dadinhos e os caldos.

    Para o principal, fizemos o seguinte: pedimos um prato da seção de Especialidades, a Carne-seca com cebola roxa, servida com pimenta biquinho, mandioca cozida e jerimum assado (R$ 109,90) e mandamos vir também um mini-baião-de-dois, que vem acompanhado de farofa e purê de mandioca (R$ 39,90). Difícil dizer o que estava mais gostoso. Quer dizer, na verdade para mim não é: o purê de mandioca é uma das melhores coisas que já coloquei na boca (segure esse pensamento impuro!). Chris se apaixonou pelo jerimum assado, que aliás vem à mesa parecendo uma bela fatia de bacon! Chris também adorou o fato de a carne vir bem limpinha, sem nervo (né, Maní?) e com pouca gordura. A farofa não é crocante, ao contrário, é bem macia, parece quase não passar por cocção. Mandioca cozida derretendo, baião-de-dois soltinho e saboroso. Pra ser perfeito só faltou um vinagrete. Um banquete. Nem vou falar de novo o tanto que aquece a alma...

Comidança por um ângulo

Comidança por outro ângulo

    Como dito ali acima, existe um cardápio separado para sobremesas (assinadas pelo chef Alex Sotero), doces e digestivos. Um cuidado para essa etapa da refeição que é muito raro de se ver. São seis sobremesas (pudim de tapioca, musse de chocolate com cachaça, etc, todas por volta de R$ 30), quatro sabores de sorvete (inclusive de rapadura, R$ 26,90), seis doces artesanais (como goiabada e bananada, todos servidos com queijo coalho, R$ 28,90), além de tapiocas doces (R$ 32,90). Entre as bebidas, cafés de vários tipos (inclusive alguns coados na mesa, à frente do cliente), chás digestivos e as "meladinhas", bebidas com base de cachaça e adição de frutas e especiarias, que se assemelham a um licor.

    Não houve muita discussão sobre a escolha da sobremesa que dividiríamos (você viu o quanto que comemos? Não dava pra ser uma pra cada): Chris vaticinou que seria a Cartola de Engenho (R$ 29,90, "o clássico pernambucano que combina banana, queijo-manteiga e farofinha de açúcar e canela"). Belamente apresentada, um ótimo exemplo do que citei acima, de respeitar as tradições mas dando um leve toque de modernidade. E não tem como errar na garfada, sempre vai ter banana, queijo, calda e farofinha. Uma combinação já testada e aprovada, que o Mocotó entrega com perfeição.

E a banana vem meio "disfalçada", pra quem a acha feia

    E pra finalizar, Chris tomou um café coado da Fazenda Pessegueiro (R$ 8,90 - sim, todos os cafés, assim como outros itens do cardápio, trazem o local de origem do produto) e eu tomei uma meladinha Bonina (R$ 19,90, cachaça envelhecida, baunilha, casca de laranja e semente de amburana). Ambos muito bons, fui bobo de não trazer uma garrafa de Bonina, que é vendida na lojinha do Mocotó.

Ma bebe, hein?

Café, me dá café, mais café, quero café, cafééééééé...

    Não comemos nem bebemos mais nada (por pura falta de espaço estomacal), mas nossa experiência ainda não tinha acabado. Nos andares superiores existe um mini-museu, contando a história do Mocotó, que tem uma linha do tempo do restaurante e um cenário simulando como era o lugar quando ainda era a casa do norte Irmãos Almeida. E ainda há um mirante, com bela vista da região.

Duro é subir as escadas depois de comer tanto

Calma, ele não bebeu mais, é só fingimento

E não é que a vista é bela mesmo? Dá-lhe Vila Medeiros!

    Nós fomos os primeiros a nos sentar nos banquinhos de fora do Mocotó, antes de ele abrir. Mas não ficamos nos lugares mais próximos da porta, e outras pessoas foram chegando. Na hora da abertura, fomos para trás dessas pessoas, não íamos brigar por causa disso - até porque tínhamos reserva. Pois não é que o funcionário que fica na porta nos chamou pra passar na frente, porque disse que nos viu chegando antes de todos? Demoramos até para entender, não estamos acostumados com isso. Isso exemplifica muito bem a excelência do serviço no Mocotó. Não somos fiscais do Ministério do Trabalho, então não podemos atestar com certeza, mas a impressão que dá é que são todos felizes em trabalhar ali. O serviço é absurdamente veloz (entre pedir uma cerveja e ela chegar deve ter demorado menos de um minuto), mas sem perder a simpatia e a espontaneidade. Em uma quinta-feira, o lugar não estava abarrotado, mas estava bem cheio. Ainda assim, nunca faltavam funcionários atentos a qualquer gesto. Ou até a um não-gesto, como quando eu coloquei o cardápio no parapeito da janela ao meu lado, e em alguns movimentos que eu fazia ele roçava no meu braço. Logo veio um funcionário e tirou o cardápio dali, percebendo meu leve incômodo. É um nível de atenção muito elevado.  

    Sempre deixo esse último parágrafo para as observações finais e para a decisão sobre se voltaríamos ou não ao restaurante. Mas nem vou me alongar, acho que o que vai acima já foi bem eloquente em dizer que sim, nós voltaríamos ao Mocotó. E vou até mudar o tempo verbal: nós vamos voltar ao Mocotó!

AVALIAÇÕES (Primeira nota da Chris, segunda nota do Fê; ao lado do quesito está o peso dele na média final):

Ambiente(2): 7,5 e 8,5
Serviço(2): 9 e 10
Entrada(2): 9,5 e 8,5
Prato principal(3): 9 e 9
Sobremesa(2): 8 e 7,5
Custo-benefício(1): 9 e 10
Média: 8,66 e 8,83
Voltaria?: Sim e sim

Serviço:
Av. Nossa Sra do Loreto, 1100 - Vila Medeiros - São Paulo - São Paulo
Telefone: (11) 2951-3056
Site: https://mocoto.com.br/
Instagram: @mocotorestaurante

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Cozinha Aberta Slow Food (Lençóis - BA) - 15/09/2023

 

    A cidade de Lençóis, na Bahia, é uma das principais bases para se conhecer a Chapada Diamantina, um dos mais importantes destinos de ecoturismo do Brasil. Lençóis tem ótima infraestrutura turística, e conta com diversos restaurantes. Não foi fácil, portanto, escolhermos um deles para fazer nossa visita oficial para este blog. O Cozinha Aberta Slow Food não tem uma fachada que chame tanto a atenção - mesmo com a tal cozinha aberta para a rua. Nossa escolha se deu realmente por conta do cardápio. Explica-se: no dia de nossa visita, passamos à tarde pelo restaurante, e entramos para sapear o menu. Várias coisas nos chamaram a atenção, e ficamos "nossa, quero comer isso, virge, quero comer aquilo". Talvez as frases não tenham sido exatamente essas, mas o fato é que foi o suficiente para tomarmos nossa decisão.
 
Qual falou "virge, quero comer aquilo?"

    Conforme escrito acima, a parte de fora do restaurante não chama muito a atenção. Um prédio verde, com detalhes em branco, a placa com o nome do restaurante bem discreta, e uma portinha onde é possível ver o trabalho da cozinha pelo lado de fora. Há algumas mesinhas na rua. Na parte interna, um primeiro salão, de frente para a cozinha aberta, uma outra parte já do lado de fora, ao fundo, mas ainda coberta e com luz artificial, e no quintal várias mesinhas à luz de velas. Foi nessa última parte que escolhemos ficar. Pensando em retrospecto, talvez não tenha sido a melhor escolha. Apesar de charmoso, um jantar à luz de velas às vezes carece de...luz! Além disso, a mesa ficava ao lado do local onde eram feitos os drinks e sucos, o que ocasionava barulhos altos de tempos em tempos. Para finalizar, embora fosse aberto, não era permitido fumar, o que fazia com que a Chris tivesse que ir lá para fora nos momentos de pitar (acho que foi uma vez só, na verdade). 

Pitando e tirando foto, a multidisciplinar Chris

O quintal à (pouca) luz de velas

A cozinha aberta, defronte à qual deveríamos ter ficado

    O cardápio traz quatro opções de entrada, mais sete de pratos principais, além de três sobremesas. Os preços dos pratos principais individuais variam de R$ 57 a R$ 82. Apesar de haver poucas opções, demoramos bastante para escolher os nossos, já que muitas descrições são salivantes. Também há uma boa carta de drinks e coquetéis, além de algumas opções de cervejas locais.

    A experiência culinária começou com o Camarão com Purê de Godó (camarão flambado na cachaça com purê de godó e geléia de umbu com pimenta de passarinho, R$ 55). Explicando primeiro: purê de godó é um prato bem típico dessa região da Bahia, feito com banana verde. Umbu é uma frutinha levemente ácida, também comum na Bahia. E pimenta de passarinho é a pimenta cumari vermelha, que, apesar do nome bonitinho, é bem picante. Sobre o prato: apresentação simples, com os camarões sobre o purê, e a geléia de ladinho. O godó sozinho é um tanto adocicado, mas com o camarão e a geléia dava uma equilibrada. No entanto, veio pouca geléia, no fim tivemos que dar uma raspada. 

Pensando bem, poderiam vir mais uns camarões também, né?

    Continuando a comilança, Chris escolheu a Roupa Velha de Carne de Sol (carne de sol desfiada, bem fritinha, com arroz vermelho, purê de banana-da-terra com gengibre, farofa de castanha-do-pará e quiabo, R$ 69). Chris achou a quantidade de comida excessiva, um prataço de garimpeiro. O prato trouxe um elemento extra, que não estava na descrição, uma saladinha de tomate e cebola picados, parecendo um vinagrete (ou molho lambão, como eles chamam aqui), mas sem acidez nenhuma. Estranho. Conceitualmente, a Roupa Velha é um prato que se faz com sobras. Talvez tenha sobrado tomate e cebola na cozinha, vai saber. A carne estava gostosa e crocante, a farofa muito boa, delicada e com pedaços de castanha. O purê de banana-da-terra com gengibre trazia o frescor do gengibre, e também alguma umidade ao prato. O arroz estava "gostosinho", na palavra da Chris. Veio um molhinho, que parecia de menta, que a Chris achou que poderia ter vindo em mais quantidade, talvez até servido à parte.

A Roupa Velha, quase um nome de banda

    Eu escolhi a Galinha Caipira com Tortelloni (temperada com alecrim e vinho branco, massa verde recheada com ricota artesanal e óleo essencial de limão siciliano, finalizado na manteiga de avelã, parmesão e um toque de mel de Uruçú, R$ 78). Lembra que eu disse que fomos conquistados pela descrição dos pratos no menu? Pois é. Eu não imaginava que ricota combinasse tanto com limão siciliano. Pois combina: o recheio do tortelloni estava delicioso. A manteiga de avelã trazia umidade, e tinha também a função de unir os elementos. O franguinho estava macio, com alguns pedaços um pouco mais crocantes. O mel de uruçú veio separado em uma colherzinha, e trazia dulçor, obviamente, mas sem ficar enjoativo. De qualquer maneira, foi uma ótima decisão do chef colocá-lo separado, deixando ao comensal a decisão de usá-lo ou não em cada garfada.

"Saliva doce, doce mel, mel de uruçú"

    Para a sobremesa escolhemos o Sanduíche de Sorvete de Cardamomo (entre bolachinhas macias de chocolate, calda de chocolate com óleo essencial de limão siciliano e calda de maracujá, R$ 33). O sabor do cardamomo estava presente, mas talvez até pudesse aparecer um pouco mais. O biscoito estava crocante, com bastante sabor de chocolate. A calda estava boa, poderia até vir mais, embora houvesse certa briga entre o maracujá e o limão. 

Terceira vez que reclamamos que faltou molho/calda/geleia nessa noite

    Fomos atendidos por três jovens garçons. Quando chegamos, demorou um pouco para algum deles nos trazer o cardápio. Depois houve certa demora pra retirar a garrafa de cerveja da mesa (por "certa demora" eu quero dizer que ela não foi retirada). Atendimento bem espontâneo, um deles nos falou que tinha medo de abrir cerveja artesanal, porque já estourou uma vez na cara dele. É sempre bacana quando o serviço não é engessado. Apesar do nome "slow food", um termo que indica certa demora para servir os pratos, foi bastante razoável o tempo de espera entre as etapas. E a água era cortesia, algo raro, mas que poderia ser mais comum.

    A Chapada Diamantina tem algumas atrações que nos deixaram de cara no chão de tão incríveis. Chris não achou que o Cozinha Aberta tenha causado nada parecido, por isso entendeu que não voltaria. Eu tive ótimas sensações com meu prato principal, e fiquei com vontade de experimentar vários outros, por isso concluí que faria uma nova visita. Claro que é muito difícil chegar perto da sensação de chegar à Cachoeira do Mosquito, ou da primeira vez que se vislumbra o Poço Encantado. Mas um tortelloni recheado com ricota e óleo essencial de limão siciliano também não é algo de se jogar fora.

AVALIAÇÕES (Primeira nota da Chris, segunda nota do Fê; ao lado do quesito está o peso dele na média final):

Ambiente(2): 6 e 7
Serviço(2): 7 e 7,5
Entrada (2): 6,5 e 6,5
Prato principal (3): 7 e 8
Sobremesa(2): 6 e 7
Custo-benefício(1): 6 e 7
Média: 6,5 e 7,25
Voltaria?: Não e sim

Serviço:
Av. Rui Barbosa, 42 - Centro - Lençóis - BA
Telefone: (75) 3334-1321
Facebook: @cozinhaabertalencois